sábado, 2 de junho de 2007

Universidade em transe


Universitário em transe eu diria, ou tomando conhecimento do poder que tem nas mãos. Mas insisto na passividade, infelizmente. Tudo certinho, no lugar, um sistema que agrada ou não mas, quem vai se abalar a protestar. A burocracia dificulta tudo, já que ela existe para fazer com que as pessoas percam a paciência e desistam. E não costuma falhar.
As universidades pregam a tradição, somente pregam. Há muito a tradição foi substituída pelo “jeitinho”. Públicas ou particulares, não é diferente. Estudantes exigem que os direitos sejam respeitados em uma universidade paulista e ao invés de se reunirem alunos e reitores é preciso que a polícia entre na história, que ameace, que a notícia apareça na televisão, enquanto a história se arrasta. Talvez esses universitários consigam o que querem mas, dificilmente servirão de exemplo, já que os demais universitários do mundo, que vinham até então sem estímulo para protestar, agora devem pensar que as dificuldades e todo transtorno que os manifestantes estão enfrentando, não valem a causa.
Toda manifestação deve ser pacífica, até para se fazer melhor entender. A polícia não deve intervir e acabar com o manifesto pois, temos direito a ele.
Não concordo com as pessoas que dizem que os manifestantes são baderneiros. Baderna para mim virou a política no país. Aqueles que elegemos para nos “representar e dirigir a nação”, são os que mais nos roubam. Isso sim é baderna. E ninguém se manifesta. Todos seguem com seus arreios, nem pensar em atrapalhar suas vidas cotidianas. A universidade é o tempo de ousar, gritar e agitar sim, fazer a manifestação acontecer. Se isso não for feito agora não acontecerá, porque depois que cada um tiver seu emprego vai se acomodar com tudo e qualquer absurdo como vem sendo feito há anos. A universidade está em transe, mas o processo não pode parar aí.

5 comentários:

Cláudio Brasil disse...

Oi Patricia!

Gostei muito do modo como vc esplanpou sei pensamento. Muito legal!

paisuburbio disse...

Militares...O que esperar deles??
"Política é baderna, ocupação, não".
É isso aí, garota, o espírito é esse mesmo!!!
bjos

José Renato Salatiel disse...

Patrícia, também não vou falar dos méritos do seu texto porque meu espaço é curto. Vamos ao que interessa. Me pareceu um tanto esquizofrênico, apesar dos colegas terem visto clareza. No início parece ser uma defesa da tradição e da passividade (que não são sinônimos). Ao final, inverte o discurso e faz apologia aos protestos. Essa inversão foi brusca e algo se perdeu. Ah, e avançou no número de linhas, hein? Bjs

cláudio brasil disse...

Oi Patricia!

Quero agradecer a tua participação na Reality Blog de Comunicação e por ter acreditado nesse nosso projeto.
Convido que continue participando conosco das próximas votações.

Até mais!!!

luis disse...
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